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Autor Tópico: Ubuntu Koala: um animal sem charme?  (Lida 2009 vezes)
Piras
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« : Novembro 07, 2009, 06:03:28 pm »

Será que o Ubuntu está perdendo o charme? Edições problemáticas não são novidade na história da Canonical e, a rigor, não há nada de diferente com a última, a 9.10 ou Karmic Koala. Na história da distribuição são comuns reclamações contra  problemas na detecção de hardware, contra um ou outro aplicativo mais instável ou contra temas demasiado distantes do padrão estético dominante. Desta vez, o desapontamento, geralmente restrito aos fóruns de suporte parece ter extravasado para o círculo estreito e influente, dos chamados "formadores de opinião". Basta dar uma olhada nas matérias e resenhas sobre o 9.10 para perceber o fenômeno.

Nada é tão comum na história do Ubuntu quanto o contraste entre mensagens iradas nos fóruns de suporte e resenhas positivas ou, até mesmo, entusiasmadas. Já houve edições mais controvertidas nos fóruns do Ubuntu, mas, em contrapartida, nunca as análises sobre uma nova edição da distro foram tão frias ou negativas quanto as que mereceram o Karmic Koala.

Vejamos o caso da resenha cuidadosa e equilibrada do site Dedoimedo (http://www.dedoimedo.com/computers/ubuntu-9-10.html). O título já não é nada animador, One step forward, two steps back ("Um passo para frente, dois passos para trás"), mas o pior mesmo foi reservado à conclusão:

For me, Ubuntu 9.10 Karmic Koala is a disappointment. Not because it's bad, but because it's not better than Jaunty. No progress is a lack of progress.

To play the Devil's advocate, let's take a look at the good stuff Karmic brings. Improved boot times? Well, if you take my new laptop as an example, with 18 seconds on the slow end of a 5,400rpm disk, how much more do I need? Ubuntu One? I'd rather have GParted not crash, thank you. New icons and wallpapers? Cosmetics really.

Ubuntu 9.10 botches when it was most needed, when it could not afford to fail. It's a spectacular disappointment, for so many of us who expected it to be the one release that would show Microsoft and Apple that Linux is making it big. And then came the big flop. Nothing dramatic happened, which is exactly the problem. Karmic did not cause a stir of excitement and awe. It's just another distro, with rather bad QA.


(...)

Ubuntu 9.10 works and works OK, but it's nothing spectacular and it has more issues than Jaunty. If you're asking me, postpone your upgrades for at least a month, let the developers sort out some of the glaring problems they did not find in the 34-second validation they had between the releases.

Don't get me wrong, I love Ubuntu and use some 8-9 instances on several machines, but software is only software, a tool to be used and abused. For now, I'd recommend you do not install Karmic, unless you have an absolutely flawless experience.


Compare estas palavras com o que se publicou na mesma página a respeito de edições anteriores e veremos que o estado de espírito mudou. Fenômeno isolado? Então dê uma olhada neste artigo, Hey Ubuntu, Stop Making Linux Look Bad, publicado na Linux Magazine (http://www.linux-mag.com/cache/7600/1.html). E o que afirma o Autor? Em resumo, que era esperado o maior lançamento da história da distribuição, mas que o Ubuntu falhou exatamente quando mais se esperava que o Linux brilhasse. E a falha não está na aparência do sistema, não é o "marrom Ubuntu" o que se critica, mas a falta de estabilidade do sistema. Ou, como diz a matéria Ubuntu’s Koala is loveable, but can bite (http://www.techcentral.co.za/ubuntus-koala-is-loveable-but-can-bite/11042/):

Despite the impressive incremental improvements in Ubuntu, however, each new release continues to be plagued by the odd bug, sometimes including a real clanger or two. For Karmic Koala, the deal-breaker this time appears to be a newly-introduced bug involving DSL connections. It was reported by many users, but was not fixed before the final release. Though a workaround exists, it is too complicated for most regular users to apply, and while an update will no doubt fix this bug soon, that is scant consolation if you cannot connect to the Internet to download it.

E o que perturba é que mesmo análises mais positivas, como a do brasileiro Paulo Seikishi Higa (http://www.guiadopc.com.br/artigos/12056/analise-do-ubuntu-9-10-karmic-koala.html) não deixam de relatar os mesmos defeitos inquietantes, graves demais para uma distribuição cuja comodidade ("O Linux para todos") sempre foi o ponto forte.

Mas será que o Ubuntu não estaria pagando o preço de ser visto como uma espécie de vitrine ou embaixador do mundo GNU/Linux perante os "infiéis"? A simples hipótese demonstra o quão importante a distribuição da Canonical tornou-se para nós e, de fato, o peso disso transparece claramente em muitos dos textos mencionados. Por que, afinal, a distribuição da Canonical teria decepciona quando o Linux "mais precisava brilhar" (vide matéria da Linux Magazine)? Sim, é claro, porque o Windows 7 está aí e - aparentemente - de vento em popa. E, se o Karmic não consegue uma edição de impacto semelhante: "Que derrota para o Linux!"

Mas não é injusto da nossa parte exigir da pequena companhia de Mark Shuttleworth os mesmos prodígios de que é capaz a gigante presidida por Steven Ballmer? Não seria um peso excessivo aquele que desejamos colocar nas costas do Karmic? A Canonical tem sim cometidos alguns erros e a insistência no ciclo dos seis meses é, provavelmente, o maior deles. No entanto, seria um grande erro de nossa parte associar o destino do Linux ao êxito ou popularidade de uma única distribuição. O GNU/Linux é uma equipe com vários outros bons jogadores: openSuse, Mandriva, Fedora, Sabayon, Linux Mint. Não custa nada exaltar também seus talentos e começar a variar as jogadas.

Em suma, se me fosse dado escolher uma boa notícia para o mundo GNU/Linux no próximo ano, eu jamais optaria por uma "edição impecável" do Ubuntu. Preferiria muito mais que outras distribuições conquistassem, ao menos em parte, o mesmo crédito e a mesma popularidade que a distribuição da Canonical tem conseguido ultimamente, sobretudo entre quem não acompanha o mundo do Software Livre. É um sonho? Se a resposta for "sim", eis aí outro problema!
« Última modificação: Novembro 08, 2009, 01:07:51 am por Piras » Registrado
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« Responder #1 : Novembro 07, 2009, 09:48:04 pm »

Acho que sou muito suspeito p/ falar do Ubuntu, me sinto bem nela e das rápidas experiências c/ outras distros ñ me satisfizeram, tanto qto o Ubuntu.
Hj, ñ deixo mais ele, por nenhuma outra distro.
Só se surgir algo muito superior ou ele findar.

Eu tenho 2 pcs, no notebook tudo Intel instalei do zero todo o karmic koala, formatei tudo / - /home tudo p/ ext4, logo 1 dia após o lançamento e aqui está tudo bem.
Reconheço que em termos gráficos acho o jaunty começou melhor, por exemplo, o bootsplash tá fora de sincronia c/ o som inicial.
A tempos que optei pelas instalações limpas.

Tenho lido várias reclamações no fórum do Ubuntu pt-br, mas muitos exata/ por conta do upgrade do SO.
Veja que no Ubuntu 9.10 vieram várias novidades técnicas: grub2; o pulse áudio se tornou o padrão; a substituição do pidgin pelo empathy; etc...

Qto as matérias, num tempo de lançamento do Windows Seven...
Eu mesmo já havia falado aqui sobre o impacto do lançamento do Windows Seven poderia causar em recentes usuários do Ubuntu, e consequente/ de outras distros, mas continuo acreditando no Linux.
E graças ao Ubuntu, o Linux deixou de ser algo tão inatingível.
A verdade as demais distros tiveram luzes graças ao impacto dele.

Esse blá-blá em torno do Windows Seven vai acabar, e o vamos ter o quadro de sempre no Windows, sistema inseguro, instável c/ o tempo... Quem ñ precisa formatar o Windows pelo menos 1x por ano...

E o Linux? O quadro é outro.

Outra coisa, o famoso calendário do Ubuntu, sempre vai ser assim, lançamentos prematuros, mas que vão sendo consertados e ficando bons, ou p/ outros usuários já começando muito bem.

Muita reclamação, hj, no fórum do Ubuntu, é puro fruto de cacá do usuário, mal acostumado a buscar programas, jogos etc e tal em qualquer lugar e tacar no seu Windows, pois lá á assim que funciona.

No Linux, até a mudança de comportamento qto a instalação de programas nós passamos.
Eu só instalo se tiver no repositório oficial da versão do Ubuntu que estou usando.
Nada de testes. Pragmatismo total.
Lição muito bem aprendida c/ tantos mestres.
« Última modificação: Novembro 07, 2009, 09:56:32 pm por rjbgbo » Registrado


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« Responder #2 : Novembro 08, 2009, 05:28:48 am »

A mídia tornou o Ubuntu o rock-star do Linux. Mas, não é só o Ubuntu que existe. E, a força do Linux reside aí. Enquanto a M$ tem apenas uma chance, o $even, o Linux tem o Puppy, o Mandriva, o Vector, o Mint, o OpenSuse, Fedora, CentOS, etc...

Ou seja, precisamos de mais pessoal na mídia a observar esses pontos, e, até a percepção do Linux(nós que o conhecemos por dentro) para o resto da sociedade leiga vai melhorar.
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bruno.braga

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« Responder #3 : Novembro 09, 2009, 11:22:27 am »

Discordo totalmente dessa abordagem.

Apesar de que os comentarios sobre o novo Karmic sejam verdade (nao ha mesmo grandes novidades, e algumas piores que a versao anterior), o Ubuntu nada mais eh do que um agrupamento (dai o conceito de distro) de varios componentes que, em conjunto, formam o sistema como um todo. As aplicacoes com problemas geralmente sao projetos a parte do que a Canonial faz. Alem do mais, as versoes do Ubuntu nao sao baseadas em melhorias significativas no produto em si, mas por tempo (uma nova versao a cada 6 meses, dai o conceito x.04 para abril e x.10 para outrubro). Qual a razao disso? Acompanhar o movimento espetacular do kernel e outros components essenciais, que juntos formam o pacote Ubuntu.

Acho que os usuarios do Ubuntu deveriam manter isso em mente, antes de gerar expectativas que nao sao realmente parte da proposta da Canonical.
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« Responder #4 : Novembro 09, 2009, 02:46:48 pm »

 Contente
Tem certos pontos que a crítica está certa, mas tem outra parte que exagera, pois toda distro tem bugs e isto é bom para a distro para termos versões melhores no futuro e aprendermos com os erros. Aliás, tudo na vida é assim. Não acho legal crucificar o ubuntu, pois ele não merece isto. Acredito que ele vai ficar bem melhor na próxima versão, pois se lerem atentamente no lançamento no distrowatch.com, você lerão que as novidades são excelentes. Acho que é muito cedo para "escurraçar" com o ubuntu. Acreditem não estou sendo advogado de defesa do ubuntu, mas temos que ser justos. O ubuntu não é windows.
abraços.
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« Responder #5 : Novembro 09, 2009, 09:37:44 pm »

Também sou outro suspeito pra falar do Ubuntu!
Ainda não instalei de fato a nova versão, mas acredito que muitos dos problemas são de usuários, como bem disse o Ricardo!

No meu trabalho já consegui catequizar 4 usuários Linux e alguns outros estão interessados, após as diversas matérias nos grandes sites nacionais (G1, Uol, IG, Info, etc..)

Um desses que eu catequizei já veio me dizer que o Karmic está divino e reconheceu todo o hardware dele, inclusive o seu maligno modem 3G. Nenhuma distro, nem mesmo o Jaunty, havia feito isso antes!

Então, pela minha experiência, o KK me parece melhor que as versões anteriores. Mas, como já aprendi bastante, só instalarei a nova versão depois do 1º mês do lançamento. Depois do 7.10, nunca mais me aventuro num Ubuntu logo de cara! Sorriso forçado

Quanto ao Ibope do Ubuntu, deveríamos todos comemorar essa inédita atenção da midia conosco! Iniciar no Ubuntu abre as portas para as outras distros!! Vamos celebrar esse momento! Piscar
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« Responder #6 : Novembro 10, 2009, 12:21:41 pm »

Discordo totalmente dessa abordagem.

Apesar de que os comentarios sobre o novo Karmic sejam verdade (nao ha mesmo grandes novidades, e algumas piores que a versao anterior), o Ubuntu nada mais eh do que um agrupamento (dai o conceito de distro) de varios componentes que, em conjunto, formam o sistema como um todo. As aplicacoes com problemas geralmente sao projetos a parte do que a Canonial faz. Alem do mais, as versoes do Ubuntu nao sao baseadas em melhorias significativas no produto em si, mas por tempo (uma nova versao a cada 6 meses, dai o conceito x.04 para abril e x.10 para outrubro). Qual a razao disso? Acompanhar o movimento espetacular do kernel e outros components essenciais, que juntos formam o pacote Ubuntu.

Acho que os usuarios do Ubuntu deveriam manter isso em mente, antes de gerar expectativas que nao sao realmente parte da proposta da Canonical.

Dizer que o Ubuntu, ou qualquer outra distro, é um agrupamento não desculpa a Canonical. Afinal, ninguém obrigou a empresa a adotar o GRUB 2, numa versão beta. Ela poderia, igualmente, ter escolhido uma versão estável. O que nos permite comparar a maior parte das distros é exatamente isto: a qualidade das escolhas que são feitas.

Quanto às expectativas do usuário, discordo disso também. Elas são sim alimentadas pelo Ubuntu, que em sua página oficial apresenta cada nova versão como um produto pronto e acabado, sem esclarecer o usuário de que, devido a instabilidade de alguns programas, o sistema pode apresentar certa instabilidade até futuras atualizações. É preciso, infelizmente, ter certa experiência do uso do Linux para perceber que uma versão recém-lançada do Ubuntu pode apresentar muitos defeitos e instabilidade.

Embora não crucifique o Ubuntu, acho que existe uma contradição substancial entre o discurso oficial da distribuição e o ciclo de desenvolvimento semestral a partir do ramo instável do Debian. Acho que uma distribuição que se pretende amigável para qualquer público deve ter um controle de qualidade mais apurado e mais foco na estabilidade. E quem diz isto é a própria experiência do Linux: a Mandriva, por exemplo, perdeu muito público com versões instáveis, cheias de bugs.

E penso que todas as críticas mencionadas no tópico tem o mesmo objetivo: alertar sobre erros que podem comprometer a reputação da distro. E parte das críticas partiram de gente que sempre aplaudiu o Ubuntu.
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Samuel BH
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« Responder #7 : Novembro 12, 2009, 12:09:03 am »

Eu também não vi muitas novidades que chamassem a atenção para o novo Ubuntu. Apenas tive uma grande decepção com o GRUB2 (boa parte de vocês já devem ter visto minha reclamação a respeito).

Ainda bem que ainda existem distros que buscam a estabilidade, como o PCLinuxOS e o Debian.
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Eita trem bão essa distro!
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